sexta-feira, 7 de novembro de 2014

GIGANTES CARRETÉIS



Os carretéis de Eduardo Frota, gigantes e de uma beleza incrível , já estão na frente do prédio da
 Fundação Iberê Camargo, esperando a exposição que será inaugurada dia 18 próximo e que vai homenagear o centenário do artista que dá nome a este museu. Levei ontem à tarde, os primos que estão nos visitando para conhecer este prédio lindo do arquiteto Alvaro Siza, já sabendo que só poderiámos ver a fachada e o hall de entrada, pois as salas de exposição estão fechadas para a montagem da próxima mostra. De qualquer maneira eles se encantaram com o que viram e os carretéis foram o foco de várias fotos que com a chuva e seus reflexos ficaram ainda mais bonitos!






















Fotos: minha com celular

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

QUINTA DE POESIA



Na próxima quinta-feira, dia 13, às 20hs será o lançamento do primeiro livro de poesias de meu irmão poeta na Feira do Livro de Porto Alegre. É o mesmo poeta que todas as quintas está aqui no blog!




O Poeta Paulo Corrêa-Meyer,
Das palavras um sommelier,
Pediu-me, depois de um vinho,
Que escrevesse um textinho
Falando de sua coleção de poesia.
Eu, honrado, aceitei com alegria,
E aqui vai para o que der e vier
O pedido comentário. Já adivinho
Que o bom Paulo com sua sabedoria
Perdoará se lhe falhei no mister.

Paulo Correa-Meyer é um intimista do etéreo. Na sua poesia o lírico invoca o imaginário, tendo pontes de familiaridade, âncoras na realidade. Realidade onírica mas também concreta. Encontra-se com o elefante debaixo da mesa, com o qual já nos encontramos. Agarra-se à boia que chamamos vida em uma crítica árdua da ignorância e crueldade humana. Descreve a harmonia da tristeza e indaga como navegar neste nevoeiro.

Estas poesias, trabalho de muitos anos e de muita sensibilidade, transmitem a angústia do poeta, deslocado de seu meio, forçado a viver o pragmatismo da existência, mas habitando o planeta da nostalgia e da saudade. O aniversário de Gabriel, a louvação de Gus envolvem o leitor de forma vicária, trazendo-nos à intimidade da família e da ausência.

As construções elegantes, abstratas ou não, demonstram um profundo respeito pela língua portuguesa. Essa é qualidade rara nas pessoas vivendo o exílio linguístico, vivendo o quotidiano em um idioma adventício, uma linguagem distante daquela recebida dos pais e do país que nasceu. Há expressões em francês e inglês porém não há galicismos e anglicismos. Trompe l’oeil, Hommage e Flash-back cabem confortavelmente, vícios de linguagem não há.

Ao longo das poesias vamos conhecendo as criaturas queridas, suas datas e eventos, as lembranças e as esperanças. O Alfredo-gato, o sorriso de Katharina, Emily, Mário e o Dez de Março vão penetrando nossa consciência e despertando a imaginação do leitor. Todos temos nossas nostalgias e melancolias. Esta coletânea oportuna de poesias as toca, estimula o sentimento. A emoção resultante não é lástima, é esperança, é até alegria.

O amor incerto, duvidado, às vezes confuso vai se expressando:surge às margens, domina, lamenta, conclui. Às vezes é pleno, em outras ocasiões é sutil. A tortura doce que vem servindo de combustível e substrato aos poetas de todos os tempos recebe aqui tratamento de colírio da alma com dose de boa intensidade.

Esta poesia não é alexandrina. A métrica não governa, a rima está presente e é bem comportada  mas o ritmo que impera é o conceito, a imagem, a metáfora e a imaginação. A forma tem rigor, disciplina. Percebe-se o ritmo poético no conjunto dos pensamentos e das expressões. Estes versos são para quem sente. Não devem ser lidos com pressa. Podem ser servidos a qualquer hora em qualquer ordem. Alguns podem ser lidos em voz alta, mas a maioria são para reflexão lenta, calada, para meditação coroada de ternura e angústia.


Julio Casoy

Wayne, 2014

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

UMA PERSONAGEM IMPORTANTE



Minha irmã Vera tem uma peça de porcelana, que era de nossa mãe, e que representa uma vendedora de peixes sentada na beirada de um grande cesto. Ela está sempre com flores e é uma peça linda! É também testemunha de nossas "Quartas-Feiras sem Lei", enfeitada muitas vezes com as mesmas flores que enfeitam o centro de mesa. E... como já estamos com saudade dos almoços das quartas, posto aqui algumas fotos desta nossa companheira florida!





Fotos: minhas

terça-feira, 4 de novembro de 2014

LIVROS E MAIS LIVROS



Nesta temporada de Feira do Livro aqui em Porto Alegre me dou conta de como é bom morar em uma casa que tem muitos livros! Uma casa sem livros me dá a sensação de uma casa incompleta, uma casa que parece não morar gente! Os livros nos contam histórias e contam, por sua presença, a história de nossas vidas. E... além de tudo isto, são decorativos! Mostro hoje aqui várias sugestões de estantes de livros, nos lugares tradicionais numa casa e também nos lugares mais inusitados.



Uma estantes feita como se fosse um grande quadro onde a obra de arte são os livros.
Uma estante fechada com vidros e com luz! Fica teatral!
Brancas como as paredes.
Aproveitando a altura de pé direito duplo.
Uma sala de leitura!
Um recanto pra ficar!
Suportes especiais que parece que os livros estão soltos na parede!
Colocados sobre a lareira, quase como uma instalação artística!
Junto à mesa de jantar.
Uma estante obra de arte!
Outra!
Mais outra!
Em um armário.
Em qualquer lugarzinho pode-se colocar livros!
Livros e objetos. Charme total!
Uma estante escada!
No quarto! Adoro!
Lugar especial! A qualquer momento ele pega um livro!
Contornando um sofá cama.
Livros com lombadas que repetem a cor da madeira! Lindo!
E no banheiro! Porque não?!


Fotos: Bookshelf Porn, Pinterest.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

UMA CASA DE SONHOS



Nesta semana vamos ter a visita de um casal de primos  que moram no Rio e que há muito tempo não vem a Porto Alegre. Coincidentemente, ao assinar a revista Casa Vogue em meu iPad, vi na edição de Outubro a casa da filha destes primos e fiquei encantada. É uma casa no Bairro do Horto no Rio de Janeiro, tombada pelo Patrimônio Histórico e que veio preencher tudo aquilo que ela e o marido queriam em termos de casa. Fica situada em uma vila e isto traz a tranquilidade que procuravam durante todo o tempo que moraram em São Paulo e que planejavam, sempre, voltar para "casa"!

Fotos de Paulo Nazareth e trabalhos de Gabriela Machado e Marina Simão enfeitam as paredes e temos no chão este banquinho de elefante de Charles e Ray Eames
Além de obras de arte o living tem móveis herdados de família e outros modernos como a cadeira One do designer Konstantin Grcic
Outra visão do living.
Recanto acolhedor da televisão com detalhes super originais nas paredes junto com uma foto de São Paulo.
Vidros antigos de farmácia e peças em faiança.
Recanto de escritório no living.
Tampos de janela que abrem para dentro e que dão um charme todo especial funcionando quase como uma peça escultória.
Cozinha com contrastes de mesa antiga e cadeiras da Micasa.
No pátio lateral da casa, o antigo e o  moderno também estão presentes.
Quarto do casal com um aproveitamento super charmoso do vão sobre a janela!
Quarto das filhas, também, com o detalhe lindo da caída do telhado e banquinhos mineiros aos pés da cama.
No lavabo luminária de Ingo Maurer, potes de farmácia antigos e, emoldurado, um dos cartões de final de ano que o artista  Carlos Scliar mandava para seus clientes.




Fotos e dados: Filippo Bamberghi e Débora Chaves para a revista Casa Vogue